cinema, vídeo

Timelike – um loop temporal em VHS

O curta de ficção científica Timelike (2015), de Rich Boylan, mistura criativamente dois gêneros: filmes perdidos (found footage) e paradoxos temporais. A premissa é simples: uma jovem estudante de Física recebe uma mensagem dela mesma, do futuro.

O gênero filme perdido anda meio saturado hoje em dia, repleto de propostas baratas de caça-níqueis, então é bom ver que ainda há como explorar o estilo criativamente sem cair na vala comum da casa assombrada / abdução alienígena.

Richard Boylan escreve, dirige e atua em Timelike como o camera Rich. Boylan é um designer cinemático para a Bioware, onde ele trabalhou na série Mass Effect e atualmente está no projeto de Mass Effect: Andromeda. Mais informações sobre o filme podem ser vistas no site da produtora Experience Everything Productions.

fonte: io9

games

Rinse and Repeat: o melhor simulador de chuveiro de academia

Aviso: NSFW.

Imagine que sua prática de exercício acabou de terminar e todos estão indo para o vestiário, incluindo aquele gostosão que você secretamente admira. E se ele pedisse para você ensaboá-lo nas costas? O cara usa óculos de sol no chuveiro e insiste em te chamar de “pal” e “bro” nesse pequeno campo minado que vocês estão curtindo juntos.

Essa é a premissa de Rinse and Repeat, jogo de Robert Yang, jogo que explora tanto o contexto homoerótico da atividade quanto a exposição da mesma em espaços públicos. Mas o mais interessante no jogo é que para progredir com seu companheiro de chuveiro, você tem que esperar em tempo real até a “aula acabar”.

Uma das primeiras coisas que você percebe quando entra no jogo é uma grade horária gerada de atividades físicas, do tipo “blood areobics” e “combat yoga. Você tem então uma hora após a aula para aproveitar o tempo de banho com seu garotão, e depois disso, tem que esperar até o dia seguinte. Isso mesmo. 24 horas para passar a mão ensaboada nas costas dele.

A espera surte o efeito desejado, e o game cria uma sensação de ansiedade. Imagine se você realmente estivesse esperando pela chance de ter essa intimidade com alguém, mas só depois da prática desportiva? Dias e horas parecem intermináveis. No seu blog de desenvolvimento, Yang diz que como mecânica de jogo, a espera é inerentemente subserviente, e que nesse aspecto Rinse and Repeat é uma subversão de seu jogo de palmadas Hurt Me Plenty.

Vale a pena ler o próprio processo de confecção do jogo, da tecnologia de exibição da água ao corpo do próprio jogador, no entanto o texto tem spoilers, então tente terminar o jogo antes.

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Rinse and Repeat está disponível aqui de graça, com um preço sugerido de 5 dólares.

fonte: Boing Boing

cinema, design

Ilustrações de Mad Max: Estrada da Fúria para sua parede

Ilustrações de Mad Max

Essas Ilustrações de Mad Max: Estrada da Fúria são a mais recente adição do ilustrador canadense Scott Park para sua galeria, e vão ficar muito bem numa parede. Sempre inspirado pela cultura pop em seus trabalhos, Park apresenta no pôster diversos dos veículos retratados no filme.

A série Mad World tem 33 conduções pós-apocalípticas como motos, interceptadores e comboios, todas recheadas de metal cromado e espinhos. Seus trabalhos estão disponíveis no Society6, e esse pôster está disponível a partir de 18 dólares.

Testemunhe:

O  site de Scott tem outros trabalhos e veículos famosos do cinema, e vale a pena conhecer.

via Fubiz

design, quadrinhos

Fabulosos baralhos com os Fabulosos X-Men

O designer australiano Mark Eastwood criou um deque de cartas usando os mutantes como inspiração. O baralho, batizado ‘Uncanny Playing Cards’, usa personagens da escola Xavier para Jovens Superdotados em interações com os naipes das cartas. O baralho de Mark infelizmente esgotou, mas ele planeja fazer uma segunda impressão em breve. Quem quiser encomendar pode mandar uma mensagem para ele na sua página no Behance.

Outro designer que teve a mesma ideia foi Diego Cabrera Ruiz, do Chile, que fez a sua leitura de um baralho temático dos X-Men com uma arte mais geométrica.

Engraçado que em ambos Wolverine e Magneto são reis. Perfeitos para uma partida de Mau-mau com temática dos X-men.

fonte: Lost at E Minor, Mark EastwoodDiego Cabrera Ruiz

games, música

Final Fantasy IX: Worlds Apart

Final Fantasy

Músicas inspiradas no jogo Final Fantasy IX.

Worlds Apart é um álbum inspirado pela trilha sonora de Final Fantasy IX, originalmente criada por Nobuo Uematsu e lançada para o Playstation em 2000. É a 53ª colaboração comunitária do coletivo OverClocked ReMix, e tem 58 arranjos de 57 artistas de uma série de gêneros musicais. Tem de retrogame a metal.

A OverClocked ReMix é uma organização dedicada à apreciação e promoção da música de video games como uma forma de arte. Seu site ocremix.org tem milhares de arranjos musicais compostos por fãs, informações sobre músicas de video games e compositores, recursos para artistas aspirantes e uma próspera comunidade de fãs de músicas de video game.

games

Feliz aniversário, Mario!

Hoje é uma data muito especial para os gamers, o jogo Super Mario Bros faz 30 anos. Até o Google fez uma homenagem ao game, se você procurar pelo jogo no mecanismo de busca, vai encontrar um agradinho aos fãs na coluna lateral. Então para comemorar essa data vamos fazer uma lista de curiosidades sobre o bigodudo:

  1. A primeira aparição de Mario não é no seu game, e sim no jogo Donkey Kong. Até então, ele não era chamado Mario e nem era encanador, era chamado Jumpman, e era um carpinteiro.
  2. Ele foi batizado numa homenagem meio zoada a Mario Segale, dono do terreno onde a Nintendo America estava sediada, que certa vez invadiu uma reunião no escritório exigindo o pagamento do aluguel atrasado.
  3. Shigeru Miyamoto desenhou ele com um boné por que cabelo era difícil de desenhar, e adicionou o bigode por que era melhor de se reconhecer do que uma boca na baixa resolução dos consoles à época.
  4. Mario e seu irmão mais novo são conhecidos como Mario Brothers (irmãos Mario), mas isso não significa que seu sobrenome é Mario. Miyamoto se pronunciou após a celeuma criada pelo filme, que insinuava que o nome do baixinho era Mario Mario, informando que Mario não tem sobrenome.
  5. A voz de Mario é do ator Charles Martinet, que entrou de penetra na audição para um personagem que seria um encanador italiando do Brooklyn.
  6. O nemesis de Mario é Wario (uma combinação de Warui, a palavra japonesa para mau, e Mario). O inimigo de Luigi é Waluigi. Tanto Wario quanto Waluigi são dublados por Charles Martinet.
  7. O encanador já participou de mais de 200 video games até hoje, rendeu 193 milhões de cópias (Da série Mario), teve filme e desenho animado. Só Super Mario 3 lucrou mais de 1,7 bilhão de dólares no mundo, ajustando a inflação.
  8. O jogo tem até mesmo uma ópera, criada em 2003 por Jonathan Mann do California Institute of Arts. É uma ópera rock.
  9. Numa pesquisa de 1990, Mario era mais reconhecível que Mickey entre crianças.
  10. Miyamoto rascunhou Bowser como um boi. O erro de Yoichi Kotabe, um dos designers do jogo, foi acreditar que aquele bicho era um réptil. Acabou ficando.

fontes: Neatorama, Digital Spy / imagem: tohad

tv

Mr Robot: o cyberpunk não morreu


Escaneando a web por alguma coisa que me motivasse recentemente a assistir na TV, me deparei com uma frase: Mr. Robot é o show de hackers que devia ter sido feito desde sempre. Daí, claro, veio à minha cabeça todas aquelas ideias e clichês do que Hollywood acredita ser hacking, e não dei chance à série, nem à resenha. Duas semanas depois, vários blogs de sci-fi começam a incensar a série, e claro que fui conferir do que se tratava.

Paranóica como K Dick, futurista como Gibson, alucinada como Palahniuk, com referências a Transpotting, Psicopata Americano, V de Vingança, e toneladas de filmes dos anos 80, isso só arranhando a superfície da narrativa do problemático Elliot, um hacker de verdade que decide se tornar um vigilante numa cruzada contra uma má Corporação de trilhões de dólares. A série é um desfile de referências hackers, do título de cada episódio e sua numeração (o piloto é o episódio zero, como nos loops de dados) à referências obscuras de distribuições Linux e ferramentas de hacking reais, diga-se de passagem.

Mas não é só isso. A vida de Elliot já é complicada, graças a sua introspecção doentia e sua total falta de traquejo social, e começa a entrar numa espiral de dilemas e conflitos à medida em que a narrativa se desdobra.  Alguns episódios fazem uma metáfora entre a vida de Elliot e termos de sistemas de informação, como daemons, debug e exploits, além de como redes sociais, além de criarem simulacros das pessoas, também servem como inesgotável fonte de informação para que as mesmas tenham suas vidas completamente reviradas por hackers.

A série mostra que já vivemos uma distopia cyberpunk, que mistura elementos de 1984, com o Estado nos observado a cada passo, Admirável Mundo Novo, com a alienação das pessoas diante dos verdadeiros problemas sociais que estão diante de todos, Neuromancer, onde o cyberespaço é a Internet, e os cowboys são os hackers, que decidem se vão vestir o chapéu branco ou o chapéu preto ao invadir pessoas e empresas. Num dado momento um dos personagens comenta que nunca viu um vírus digital que canta e dança, e ainda completa “aposto que nesse exato momento um roteirista de Hollywood está trabalhando forte em algum show de TV que vai arruinar a ideia de cultura hacker para essa geração”.

Não é?

Bonus queer fanboy: a série tem um personagem gay e ele é casado com Randy Harrison, o Justin de Queer as Folk. Tem outro personagem que é bissexual, e protagoniza uma cena intensa de sexo. E por fim, tem um importante personagem para a trama que é trans, que é tratado com respeito e reverência.

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